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21 de ago.
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Introdução: Nas últimas décadas, o uso das redes sociais (RS) tem impactado a forma como os indivíduos constroem identidades e relações sociais, suscitando preocupações quanto à sua influência na saúde mental, especialmente em jovens universitários. Objetivo: Este estudo investigou a relação entre o tempo diário de uso das RS e os níveis de ansiedade e depressão em estudantes de Psicologia de uma instituição privada. Método: Participaram 60 alunos, com idades entre 18 e 58 anos, predominantemente do sexo feminino (73%) e jovens adultos (63%). Foram aplicados o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI), o Inventário de Depressão de Beck II (BDI-II) e um questionário sociodemográfico com perguntas sobre o tempo médio diário de uso das RS. A análise estatística utilizou a Correlação de Pearson para avaliar as associações entre as variáveis. Resultados: Os resultados mostraram que 47% dos participantes utilizavam as redes sociais por mais de três horas diárias, porém não foi encontrada correlação significativa entre o tempo de uso das RS e os sintomas de ansiedade e depressão. Em contrapartida, houve forte correlação entre ansiedade e depressão (r = 0,73). Discussão: A ausência de relação entre o tempo nas RS e as psicopatologias pode estar relacionada à forma de uso das plataformas e à ausência de linearidade na amostra, além da alta prevalência de uso intenso entre os participantes. Por outro lado, os elevados níveis de ansiedade e depressão refletem o impacto do estresse acadêmico e da vida universitária na saúde mental dos estudantes. Conclusão: Conclui-se que, apesar da hipótese inicial não ter sido confirmada, o estudo reforça a importância do cuidado com a saúde mental na formação universitária, apontando para a necessidade de novas pesquisas que aprofundem a compreensão desse fenômeno.

 
 
 

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Imagem institucional para psicologia jurídica Agosto Lilás
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